quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Ex Líbris do amor



Fantástico!

Ainda consigo lembrar o cheiro, as palavras enroladas envoltas de um doce arfar da rua, os passos que sincronizadamente se trocavam, cruzando-se compassadamente entre as minhas pernas nas tuas. As mãos que respiravam da nuvem mãe conspirações ideológicas carregadas de lirismo. O que nos alimentou a tarde, embrulhando a noite que tão subtilmente acabou adormecendo até ao dia de amanhã.
Paramos. Insaciávelmente aceleramos a respiração, multiplicando cada milésimo de segundo numa prolongação do tempo que não queriamos deixar passar.
E as nuvens podem estar roxas, os livros cansados e o meu rosto velho. A casa quieta e o silêncio dos artigos que me adormecem, morto. Que a tua voz ecoa cá dentro até me despertares quando o dia raiar.
Invades-me o ser. Perpetuas-me os dias. Bebes-me a dor e devolves-me a vida. (Quando tão bem sabes sorrir.)
Chegava dizer, fazes-me feliz.



Ps: Hoje tinha que ser. (Ex líbris do amor)

1 comentário:

Português Suave disse...

Sem palavras porque hoje tinha que ser!*