sábado, outubro 28, 2006

O céu é (mais do que) azul!


E assim te vou ouvindo enquanto abro a janela para ver se está sol, um céu incrivelmente azul e uma melodia doce e terna que flutua lá do quintal e fustiga-me a face ao som do vento.
Mas o vento faz barulho. Mexe cá dentro com todas as velocidades dos meus fluxos sanguíneos que teimam em colidir nos teus.
Tudo conspira para que nos vamos encontrando uma e mais outra vez, sem nunca perder o contolo dos desencontros que nos fazem (re)encontrar.
E por isso não choro mais o que as lágrimas fazem bailar cá fora entre a voz que não vais ouvindo e as escarpas que me dizem compreender.

Propus-me-te.
E nunca mais vi o céu cinzento, o sol embriagado em águas turvas ou até mesmo o vento rasgando-me a pele com a fúria amarga de quem só tinha um passado.
Os dias crescem enrolados em equilíbrios sentimentais como se de uma fórmula química se tratasse. Há quem diga que seja a fórmula do amor. Nunca me acreditei nessas piroseiras, como costumava dizer, e hoje vejo-me embalsamada por essa tal fórmula, seja ela qual for, que faz o sol brilhar alem do amarelo, o céu de uma cor mais do que azul e o vento a dançar serenamente embrulhado tambem.
É doce o tempo e quente o amor!

[Não tenho razões pelas quais vou chorando. Tenho regaços que me impedem de chorar.]

2 comentários:

Português Suave disse...

'Propus-me-te.' adorei.
Vou sugando o néctar das tuas palavras e ficando viciada*

Eu ainda não me rendi às formulas quimicas e aos enrolos que elas causam...quem sabe um dia te perceba, neste aspecto :)

Português Suave disse...

Obrigado por me teres apresentado a música mais bonita de sempre, Hey there Delilah. Estou apaixonada por ela*