domingo, setembro 21, 2008

Almost Lovers

Tenho o corpo inflamado com tudo o que não devia ser. A tua ausência, as linhas tortas, as palavras perdidas, os rostos assustados de quem trilha caminhos a longo prazo e perdeu o sentido ao enganar-se na estrada..

O ar que sorvo cheira ao teu cabelo, sabe à tua pele, é demasiado teu para não o conter dentro de mim.
E assim passam os dias, numa tentativa de expirar o que está cá dentro mas sempre amarrada aos nós que ainda deixaste..

Repudio as palavras desconhecidas como um Ateu ao falar de Deus, e no fim, sobras tu, no meio das entrelinhas que contam histórias do passado, que dão forma a cicatrizes, cor e cheiro! Nostalgia!

Procuro no estalar dos dedos o som que não me deixa.. Queria tanto uma nova música e tudo me conduz aos mais velhos clássicos...

E quando voltas, há sempre tantos paladares nos mesmos lábios, tanto calor nas mesmas mãos, tanta vida no mesmo pulsar...
Os movimentos são sempre os mesmos, culminando nos mesmos corpos, nas mesmas promessas, nos mesmos desejos...

Ainda me lembro... de quando julguei que a paixão bastava.
Quando o mundo congela e sobramos nós.. Quando a nossa vida não pára e só nos fazemos bem, quando me dizes "anda cá" e os passos vão... Quando estalam todas as coisas que borbulham cá dentro. Corres até ao fim do mundo porque sabes que é para sempre (pelo menos enquanto o para sempre for como agora...)...

Mas agora julgo ter perdido o que gostava em ti.

Tento não me lembrar que quando eu cair a tua mão não vai estar lá.

Mas espero, espero sempre que faças a diferença...


Não és quem eu procuro, mas gostava de ser aquela que tu queres...

5 comentários:

YochuaNazareno disse...

Há e tal...
São coisas da vida que são mesmo de ser assim.
São coisas, que a vida em tom ameno
ostenta até ao fim.

Bjo do lento de serviço...
POrta-te!

Pedro Ary Ferreira da Cunha disse...

Não leves a mal e tenta encarar isto como um elogio, porque o é, mas só depois de ter prestado mais atenção a este blog descobri o quanto gosto daquilo que escreves e como, de forma estranha, tanto consigo "relacionar-me" as tuas palavras.

Sandro disse...

Não deixes de reconhecer um sorriso no reflexo do espelho... que te roubei tudo, mas nunca isso.

Um beijo..

bruxinha disse...

Memórias que se tatuam no ser, minha querida. É aquilo que tu tão bem descreves com estas tuas tão belas palavras. Valem as entrelinhas, valem as histórias que se contam por tanto terem sido. Um dia que fosse. Valeram a pena, de certeza.
Um beijinho do tamanho do mundo, minha menina linda:')*

Teresa Pimenta disse...

voltei clarinha :)

e vejo q continuas a escrever maravilhosamente :) *