Há 3 semanas
domingo, setembro 25, 2011
Linger
Se dividirmos a razão em dois, há aqui uma terrível conspiração. Aliam-se os opostos como quem faz macumba com um "pobre" coração.
quinta-feira, agosto 25, 2011
Our summer romance
Tem sido um estado tão completo que vai muito além de ser.
Estar feliz, assim mesmo:
arrebatador, inatingível, quente e intenso,
felicidade quase-em-silêncio, mas em letras bem gordas.
Estar feliz, assim mesmo:
arrebatador, inatingível, quente e intenso,
felicidade quase-em-silêncio, mas em letras bem gordas.
quatorze.
domingo, junho 26, 2011
Un año de amor
Sabes meu amor, de muito a bastante vai ainda muito mais, é disto que me alimento, de todo o muito mais de muito a bastante que todos os dias se vai, também nos mais difíceis, conquistando,
meu amor.
meu amor.
quinta-feira, junho 09, 2011
quinta-feira, maio 26, 2011
Prelúdio
Entre arranhões e tombos a sério, também caio. Fracasso como quaquer comum mortal e sou a maior inimiga de mim mesma, das paredes do meu quarto fecho as janelas e tranco as portas. Choro até ver o mundo em três dimensões, no intermediar do baço e opaco das lágrimas, como se precisasse de aumentar mais cinco diopetrias em cada lente. Sou pior que uma catadupa e vejo o mundo tão tolhido que volto a ser a minha maior inimiga. Amarro-me a tudo o que receio tentar e deixo-me ficar em nós, se for preciso, até o dia seguinte. Parece-me sempre mais fácil afastar o mundo de mim, muito mais do que me afastar do mundo, recolher-me ao meu invólucro de um cérebro condenado a estragar tudo o que vem cá de dentro de livre vontade. Remato conversas com os nervos à flor da pele, grito e sou perita em perder a razão, volto a ver o mundo baço e opaco e as quedas vão subindo do R/c para um quinto andar. Pior do que falhar, bem pior que assumir que falho, é virar-me as costas, adormecer só porque estou muito cansada de pensar que tudo em que toco desfaz-se. Também acontece.
Mas quando acordo sou feita de esperança, o meu coração alimenta-se de boa energia e o meu motor de arranque é sempre o meu lado mais bonito. Porque também o tenho. O melhor que faço. Porque também faço e bem.
Movo-me de fé, às vezes adormeço em objectivos fáceis, tenho um lado profundamente assustador e vivo encarcerada nos meus próprios pecados não me perdoando sempre em primeiro lugar, mas aí surge o branco em cima do preto, o metade cheio mais que metade vazio e uma outra impressão sobre mim mesma. Permito-me ao dia-a-dia e às tantas coisas boas que fazem parte dele.
Começo por me lembrar da primeira cassete que ouvi, do primeiro livro que li, da primeira vez que rachei a cabeça, dos meus primeiros patins, do meu primeiro tombo, da primeira perna partida, do primeiro banho-de-chuva, das primeiras borboletas no estômago, da primeira coisa que ensinei à minha irmã e a primeira que aprendi, da primeira vez que menti porque comi as bolachas que não devia, das primeiras gomas que roubei do super-mercado, da primeira vez que fugi porque fiz asneiras (e foram tantas!...), da primeira performance em frente ao espelho de escova de cabelo na mão, do primeiro amigo imaginário, da primeira vez que ganhei uma medalha, o meu primeiro beijo e o primeiro amor, também do primeiro "desamor", ainda mais do meu amor, do primeiro concerto, da primeira vez que subi ao lugar mais alto do pódium, do primeiro instrumento que toquei, da primeira língua estrangeira que aprendi, da primeira carta, da primeira Barbie, do primeiro Lego, da primeira melhor amiga e da minha melhor amiga também, da primeira viagem de avião, da primeira viagem por minha conta, da primeira vergonha, do primeiro orgulho, da primeira máquina fotográfica, do primeiro filme em que chorei, de todas as primeiras memórias, das boas e das más, do primeiro dia de escola, do primeiro de faculdade, do primeiro elogio e do primeiro insulto também, do primeiro mergulho, das primeiras flores, da primeira vitória e da primeira derrota, da primeira vez que conduzi, da primeira que estive em palco, da primeira apresentação, do primeiro exame, a primeira negativa e a primeira melhor nota, o primeiro abraço e a primeira despedida, das lágrimas e das gargalhadas, a primeira desilusão e a primeira surpresa, da primeira discussão e da primeira reconciliação, dos primeiros conselhos e o meu primeiro castigo, da primeira perda e da última também, do café com leite da avó e os inúmeros lanches com o avô, do colo do pai e o amor tão grande da mãe, da linha ténue que nos mata ou nos salva, que nos torna em (des)cargas emocionais capazes de mover o mundo com um só dedinho.
O meu coração é inchado de tanto e tanto do bom. Das minhas recordações e da minha ainda juventude fiz do bem e do mal, fui de guerra e de paz, tropecei, caí e dei com a cabeça no chão, parti, fiz entorces, berrei, atirei os mais diferentes tipos de objectos aos mais diferentes sítios, até pessoas!, ofendi e fui ofendida, perdoei e fui perdoada. E foi aí que percebi que a infâmia não é um ultraje à nossa dignidade, que a penitência não nos torna mais fortes, tão pouco mais examplares, recomeçar não é para os fracos, errar não nos torna medíocres, a admiração é uma conquista e o desdém alheio também nos dá mérito, que, e já diz a música "sei que posso fazer tudo mas nem tudo me convém, tenho liberdade p'ra viver a minha vida mal ou bem"!
Mas quando acordo sou feita de esperança, o meu coração alimenta-se de boa energia e o meu motor de arranque é sempre o meu lado mais bonito. Porque também o tenho. O melhor que faço. Porque também faço e bem.
Movo-me de fé, às vezes adormeço em objectivos fáceis, tenho um lado profundamente assustador e vivo encarcerada nos meus próprios pecados não me perdoando sempre em primeiro lugar, mas aí surge o branco em cima do preto, o metade cheio mais que metade vazio e uma outra impressão sobre mim mesma. Permito-me ao dia-a-dia e às tantas coisas boas que fazem parte dele.
Começo por me lembrar da primeira cassete que ouvi, do primeiro livro que li, da primeira vez que rachei a cabeça, dos meus primeiros patins, do meu primeiro tombo, da primeira perna partida, do primeiro banho-de-chuva, das primeiras borboletas no estômago, da primeira coisa que ensinei à minha irmã e a primeira que aprendi, da primeira vez que menti porque comi as bolachas que não devia, das primeiras gomas que roubei do super-mercado, da primeira vez que fugi porque fiz asneiras (e foram tantas!...), da primeira performance em frente ao espelho de escova de cabelo na mão, do primeiro amigo imaginário, da primeira vez que ganhei uma medalha, o meu primeiro beijo e o primeiro amor, também do primeiro "desamor", ainda mais do meu amor, do primeiro concerto, da primeira vez que subi ao lugar mais alto do pódium, do primeiro instrumento que toquei, da primeira língua estrangeira que aprendi, da primeira carta, da primeira Barbie, do primeiro Lego, da primeira melhor amiga e da minha melhor amiga também, da primeira viagem de avião, da primeira viagem por minha conta, da primeira vergonha, do primeiro orgulho, da primeira máquina fotográfica, do primeiro filme em que chorei, de todas as primeiras memórias, das boas e das más, do primeiro dia de escola, do primeiro de faculdade, do primeiro elogio e do primeiro insulto também, do primeiro mergulho, das primeiras flores, da primeira vitória e da primeira derrota, da primeira vez que conduzi, da primeira que estive em palco, da primeira apresentação, do primeiro exame, a primeira negativa e a primeira melhor nota, o primeiro abraço e a primeira despedida, das lágrimas e das gargalhadas, a primeira desilusão e a primeira surpresa, da primeira discussão e da primeira reconciliação, dos primeiros conselhos e o meu primeiro castigo, da primeira perda e da última também, do café com leite da avó e os inúmeros lanches com o avô, do colo do pai e o amor tão grande da mãe, da linha ténue que nos mata ou nos salva, que nos torna em (des)cargas emocionais capazes de mover o mundo com um só dedinho.
O meu coração é inchado de tanto e tanto do bom. Das minhas recordações e da minha ainda juventude fiz do bem e do mal, fui de guerra e de paz, tropecei, caí e dei com a cabeça no chão, parti, fiz entorces, berrei, atirei os mais diferentes tipos de objectos aos mais diferentes sítios, até pessoas!, ofendi e fui ofendida, perdoei e fui perdoada. E foi aí que percebi que a infâmia não é um ultraje à nossa dignidade, que a penitência não nos torna mais fortes, tão pouco mais examplares, recomeçar não é para os fracos, errar não nos torna medíocres, a admiração é uma conquista e o desdém alheio também nos dá mérito, que, e já diz a música "sei que posso fazer tudo mas nem tudo me convém, tenho liberdade p'ra viver a minha vida mal ou bem"!
sexta-feira, maio 20, 2011
terça-feira, maio 17, 2011
Te
Ainda sinto o teu abraço nos meus braços apertados que não queriam dizer Adeus.
Porque contigo tudo o que é verdadeiro só tem um sentido.
Até já!
Porque contigo tudo o que é verdadeiro só tem um sentido.
Até já!
quinta-feira, abril 28, 2011
sábado, abril 23, 2011
A nossa língua
É preciso ter em comum mais que um idioma. Chama-se dialecto, o que nos destingue verdadeiramente dos caminhos que enfrentamos e nos obrigam a rever as nossas próprias crenças, nos fazem desvendar a verdade por trás de verdades, sustentando o respeito prometido na primeira sílaba de toda e qualquer espécie de amor, e os caminhos com os quais, definitivamente, não nos queremos cruzar!
quinta-feira, abril 14, 2011
De pequenina
As amarras a que nos damos não passam de medo de crescer... é preciso mexer os músculos, desdobrar-se em dois, ir embora sem esquecer a raíz em casa, pintar com muito branco em cima do preto e nunca perder o brilho.
Gosto de brilho nos olhos e de sorrisos quotidianos.
E o que está para lá do mar? A descobrir...
Gosto de brilho nos olhos e de sorrisos quotidianos.
E o que está para lá do mar? A descobrir...
segunda-feira, março 28, 2011
sábado, fevereiro 19, 2011
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Na asa do vento
São os elos que nos separam que me deixam assim, permanentemente ligada a cada defeito, não querer, mais que querer ou não poder querer, teu. Insuportávelmente amarrada ao mau e ao pior que no fim, onde só restamos nós, é sempre o melhor.
Não preciso que acredites no que te digo, basta leres-me até ao fim, que me prendas nestas letras tanto quanto te tinto nelas.
Perdoa-me o mau jeito, nunca ousaria descrever-te, mas é isto que me fazes, desmesurávelmente casada com o que sinto. E as palavras são pouco, tão pouco (leva-as o vento).
Já reparaste como a lua brilha muito mais quando a percorremos com os nossos olhos, quase que ofusca os meus, tão aguados, mas é impossível não me comover com este amor.
E enquanto não posso comprar o céu, olho para as estrelas e reservo uma constelação.
Não preciso que acredites no que te digo, basta leres-me até ao fim, que me prendas nestas letras tanto quanto te tinto nelas.
Perdoa-me o mau jeito, nunca ousaria descrever-te, mas é isto que me fazes, desmesurávelmente casada com o que sinto. E as palavras são pouco, tão pouco (leva-as o vento).
Já reparaste como a lua brilha muito mais quando a percorremos com os nossos olhos, quase que ofusca os meus, tão aguados, mas é impossível não me comover com este amor.
E enquanto não posso comprar o céu, olho para as estrelas e reservo uma constelação.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Amén!
Há dias em que só me resta pedir aos anjinhos, muito encarecidamente, coroada de fé como nem a Virgem Maria o está, que deitem um olhinho, se possível os dois, a todas as pobres e oprimidas criaturas que não sabem para que lado se hão-de virar. Ainda mais encarecidamente e depois de muitos Pai Nossos e Avé Marias, peço que, por sua vez, virem para lá todas as criaturas que se têm virado para o lado que não devem.
Atensiosamente,
eu!
Atensiosamente,
eu!
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Only you
É como se nunca me tivessem dito o que é bom, como se nunca me tivessem mostrado o que é ainda melhor, como se nunca tivesse rebentado em gargalhadas, explodido em magia, o algodão fosse tão algodão, o paraíso tão paraíso e o amor fosse tão amor.
Porque nunca ninguém o havia conseguido fazer.
Porque nunca ninguém o havia conseguido fazer.
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Diáspora
Está manchado de sangue, de perfidez, de uma tremenda, profunda e lamentável mágoa, um regresso, todos os dias doloroso, a um caminho não escolhido. Mas, salve-se tamanha diáspora, que lambeu feridas e reacendeu chamas, que deu com as setas no caminho certo, onde se amarram os bens, todos os bens do mundo, para se sentir com muita força durante uma eternidade.
Atrás, não escondido mas lá atrás, saltam os fantasmas debaixo da cama, coxeando para o horizonte, na pressa de cruzarem as pedras arremessadas por um bem qualquer. Um passo mais atrevido faz a diferença quando o caminho já se faz de olhos fechados.
A mudança de perspectiva exibe sempre novas sensações.
Sentiste?
Atrás, não escondido mas lá atrás, saltam os fantasmas debaixo da cama, coxeando para o horizonte, na pressa de cruzarem as pedras arremessadas por um bem qualquer. Um passo mais atrevido faz a diferença quando o caminho já se faz de olhos fechados.
A mudança de perspectiva exibe sempre novas sensações.
Sentiste?
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Oração ao tempo
Quando o coração é mais veloz que a própria vida, os dias acabam por correr em contra-relógio na pressa de chegar não se sabe onde.
Há quem se junte às claques sem saber por quem torcer, quem vá à missa sem saber rezar, eu, não sei de cor, há qualquer coisa impaciente e ferida, mas os sentimentos não se rotulam, não entro no jogo por não ter adversários à altura e se o coração corre mais rápido, foge de uma vida controladamente feliz.
Há quem se junte às claques sem saber por quem torcer, quem vá à missa sem saber rezar, eu, não sei de cor, há qualquer coisa impaciente e ferida, mas os sentimentos não se rotulam, não entro no jogo por não ter adversários à altura e se o coração corre mais rápido, foge de uma vida controladamente feliz.
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Dia seis
Não consigo senão pensar em ti, todos os cantos da casa me levam até ti, na rua há mais de ti que do próprio povo que corre nela, tudo a ti, por ti, em ti...
A data não me atraiçoa a memória, parece haver um cataclismo na cidade e a saudade esvai-se em água salgada, mas nunca é de mais sentir a falta do mundo bonito que fizeste!
A data não me atraiçoa a memória, parece haver um cataclismo na cidade e a saudade esvai-se em água salgada, mas nunca é de mais sentir a falta do mundo bonito que fizeste!
Com todo o amor,
a ti
a ti
sexta-feira, dezembro 24, 2010
Contigo, "Avé Maria"
Lá nos Céus, onde reza a história, onde proclamam-se as memórias, onde reina o amor, há lírios a brotar, e assim tocam os sinos, magistrais, como me tocarás sempre ao coração.
E o Natal acontece...
E o Natal acontece...
terça-feira, dezembro 21, 2010
Dear you,
Esquece o que eles dizem sobre um grande amor,
a cada passo que dou, a cada olhar que te lanço, corres-me nas veias, bombardeias-me o ser corpo-a-corpo, soberano da noite, rei do dia, numa palavra, que sirva para adorar o mundo ou que não sirva para nada, materializas o seres tu sem saberes e não saberes nada e seres.
no teatro do teu olhar consigo ver-te, representado sem regras nem pudor, que me leva até à frente de quem for, debaixo das luzes e olhares atentos, numa cena, desmanchando-me numa limalha de ruídos que atrai-te ao meu cantar.
e o meu segredo és tu e o meu coração é onde estás,
dispo-me de todos os amores, pelas escadas, íngremes e escarpadas, ao encontrar-te a ti.
é como ferver abraçada ao pecado numa aliança perfeita que roça no meu desejo.
e o amor é demasiado sublime, concordas?
a cada passo que dou, a cada olhar que te lanço, corres-me nas veias, bombardeias-me o ser corpo-a-corpo, soberano da noite, rei do dia, numa palavra, que sirva para adorar o mundo ou que não sirva para nada, materializas o seres tu sem saberes e não saberes nada e seres.
no teatro do teu olhar consigo ver-te, representado sem regras nem pudor, que me leva até à frente de quem for, debaixo das luzes e olhares atentos, numa cena, desmanchando-me numa limalha de ruídos que atrai-te ao meu cantar.
e o meu segredo és tu e o meu coração é onde estás,
dispo-me de todos os amores, pelas escadas, íngremes e escarpadas, ao encontrar-te a ti.
é como ferver abraçada ao pecado numa aliança perfeita que roça no meu desejo.
e o amor é demasiado sublime, concordas?
Me.
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